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Terça, 04 de Novembro de 2008 - 12h37min

MAIS UM "CAUSO" ENVIADO POR LUIZ ALMEIDA

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Gosto sobremaneira de textos do amigo Luiz Almeida (nesta foto quando da nossa passagem por Fortaleza-CE em 2007), pois é um grande contador de "causos" engraçados relacionados ao motociclismos, nem sempre inventados, como sei. Confiram esse, uma verdadeira pérola:

DISCUTINDO A RELAÇÃO

Eventualmente motociclistas conversam sobre qual é a melhor relação, isto é, qual o melhor tipo de transmissão secundária utilizada em nas motocicletas. Os mais comuns são: coroa/corrente/pinhão, eixo cardã e correia dentada. Nos dois últimos não há muito o que discutir. Porém, quando se trata de corrente, discute-se a relação quanto ao tipo, marcas, manutenção e especialmente a lubrificação.

Uma coisa que eu ainda não tinha conhecimento era de se parar no acostamento de uma estrada deserta, no meio do nada para se discutir relação. Ora, essas coisa a gente discute nos botecos onde motociclistas se encontram.

Pois é, mas aconteceu...

Um casal muito admirado e querido viajava solitariamente por essas longas estradas do Brasil. Entre uma cidade e outra, entre uma pousada e outra, por fim, em algum momento da viagem tiveram um pequeno desentendimento, coisa banal na vida de qualquer casal. Não fizeram as pazes durante a noite e no dia seguinte, praticamente sem se falarem, seguiram viagem.

A esta altura você deve estar a pensar: E o que isso tem a ver com a relação? Calma, voltemos à viagem do casal.

A esposa-garupa, aborrecida, posicionou-se um tanto afastada do maridão-piloto. Ao invés de abraçá-lo como normalmente faria, apoiou desconfortavelmente as mãos nos alforges da moto. Não trocavam palavras.

Nos primeiros 200km tudo bem, um ombro doía um pouco, mas não incomodava muito. Mais 100km e um punho começou a doer. Uma perna começou a ficar dormente 150km à frente, mas nada faria àquela orgulhosa e valente garupa-esposa ceder e mudar a posição que a mantinha afastada daquele insensível-piloto-marido-bruto.

Mais 300km. Entardecia, a estrada era uma reta sem fim e o pescoço da esposa-garupa ardia de tanto doer. O marido-piloto, impoluto, conduzia sua "poderosa" indiferente à tudo que acontecia na parte de trás da motocicleta.

De repente a garupa-esposa, muito aflita, grita: "Pare a moto, pare a moto agooora! A relação!" O marido-piloto, que não a escutava direito por causa do vento, continuava acelerando e ela insistia gritando ainda mais alto:

"PARE, PARE AGORA, PARE A MOTO AGOOORA QUE A RELAÇÃO PRECISA...(inaudível)."

Finalmente o piloto-marido entendeu que havia alguma coisa com a motocicleta. Parou no acostamento, desceu e foi examinar o que estaria havendo de tão grave na transmissão de sua "poderosa" em busca de alguma avaria.

Sem entender o que acontecia, o piloto-marido viu a dolorida esposa-garupa tirar o capacete e falar bem alto: "ASSIM NÃO DÁ MAIS PARA VIAJAR, TEMOS QUE DISCUTIR NOSSA RELAÇÃO AQUI E A G O R A !"

Depois de várias gargalhadas de ambos..., eles não contam o que se seguiu... Mas tudo indica que a briga foi esquecida e a relação ficou bem lubrificada.

Luiz Almeida

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